6 de fevereiro de 2010

Voltando a rotina

O triste em voltar a rotina acadêmica, não são as aulas ou a carga esgotante de leituras que esse ano terei que aumentar. Percebi que para mim, o mais chato de ter que voltar pra facul e rever amigos, colegas e professores, que “contracenaram” comigo nesses últimos anos, é saber que quando olharem para mim vão se orgulhar dos meus feitos, me dizer que estou com uma aparência ótima e ficar perguntando quando que eu vou parar de emagrecer.

O problema é que boa parte dessas pessoas que prezo pra caramba, pois compartilharam muitas idéias (meu corretor ortográfico ainda não foi atualizado) ilustres comigo, mal sabem da dor que eu sinto diariamente. Sou toda sorrisos quando encontro alguém, dificilmente vou cair nos ombros de alguém e desabafar.... e dificilmente irão entender uma coisa que não eh visível.

Por um lado fico feliz por acharem que aquela manca do primeiro ano, não manca mais, pelo menos manca menos...uma vez apareci com uma bengala, alguns dias antes da cirurgia quando não agüentava mais me sustentar sozinha em pé, e todos me olharam horrorizados... como se eu tivesse com uma perna amputada. Reaçao obvia, ninguém espera que uma jovem de vinte e poucos (já to na época de não falar mais de unidades só de décadas) anos use bengala, manque.... no máximo um “gessinho” por ter caído de moto ou feito algum exercício meio esdrúxulo.

 

Não sei porque essa coisa veio a minha cabeça hj. Provavelmente por causa da dor insuportável que estou sentindo no meu braço e pulso esquerdo. Vale lembrar que eu não disse joelho... muito menos tornozelo... e sim braço... que não deveria estar doendo, porque não faz parte do “pacote” que adquiri com a  doença autoimune...

 

Bom... sei lá

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